
Se ao menos esta dor se ouvisse, se ela batesse nas paredes, abrisse portas… falasse…, se ela cantasse e despenteasse os cabelos.
Se ao menos esta dor se visse, se ela saltasse fora da garganta (como um grito!, caísse da janela fizesse barulho… morresse…
Se a dor fosse um pedaço de pão duro, que a gente pudesse engolir com força, depois cuspir a saliva fora sujar a rua, o espaço… o outro… esse outro escuro que passa indiferente, e que não sofre tem o direito de não sofrer.
Se a dor fosse só a carne do dedo, que se esfrega na parede de pedra para doer fisicamente. Doer com lágrimas se ao menos esta dor sangrasse!
Talvez depois ela desaparecesse!

[... Desabafos de um coração carente e solitário... Nem tudo são rosas... e quando são, elas também têm espinhos... ]
O sofrimento nos ensina uma lição valiosa: Ele não é eterno
Cada hora sem você, é um longo tormento.
Os minutos se prolongam indefinidamente.
A saudade procura abrigo dentro do coração.


















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